

Os planos de saúde individuais ou familiares terão reajuste de até 6,06% neste ano, decidiu nesta segunda-feira a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O índice será válido retroativamente para o período que vai de 1º de maio deste ano a 30 de abril de 2026 e será aplicado na data de aniversário do contrato.
À exceção de 2020, no auge da pandemia de Covid, quando os planos tiveram redução de valor, este é o menor reajuste em 17 anos: em 2008, o percentual foi definido em 5,48%.
O novo teto confirmou a previsão de analistas. No ano passado, o teto de revisão dos contratos individuais foi fixado em 6,91%, enquanto em 2023 a alta máxima foi de 9,63%.
Mas a alta supera a inflação média da economia. Nos últimos 12 meses, o IPCA, índice usado nas metas de inflação do governo, ficou em 5,32%.

A ANS considera no cálculo do índice do setor a variação de custos médico-hospitalares nos últimos 12 meses e também o IPCA, porém descontado da inflação o subitem plano de saúde.
O índice definido pela ANS se aplica apenas aos planos individuais, que têm 8,63 milhões de usuários no país, ou 16,5% do total de brasileiros cobertos pela saúde privada.
Reajuste baliza variação dos planos coletivos
Apesar disso, o reajuste desses contratos é um balizador para o aumento dos planos coletivos — tanto os empresariais quanto aqueles por adesão (vinculados a uma entidade de classe ou administradora de benefícios) —, que não têm a correção de preço regulada pela ANS.
23/6/2025