
De uso inédito no Brasil, quatro novos medicamentos foram aprovados, nessa terça-feira (26/12), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão vai ampliar as variedades de tratamento de diversos tipos de câncer. São eles, a lenalidomida, o durvalumabe, o olaratumabe e o netupitanto associado com a palonosetrona. Segundo a agência, cada medicamento deve chegar ao mercado de acordo com a programação dos respectivos fabricantes. A expectativa é de que as terapias alcancem melhores resultados e que causem menos reações adversas aos pacientes.
No caso da lenalidomida (Revlimid), substância para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo, câncer de sangue incurável, haverá um controle mais rigoroso. Antes de registrá-la, a Anvisa definiu regras específicas, pois o medicamento pode provocar malformação congênita grave, ou seja, o uso pode levar ao nascimento de bebês malformados e também à morte dos recém-nascidos, chamados de teratogênicos.
Dados do estudo Pollux, apresentados durante o Congresso Americano de Oncologia (ASCO), demonstram que a adição de daratumumabe ao regime padrão (lenalidomida e dexametasona) prolonga o tempo sem piora da doença e aumenta de 76% para 93% a taxa de resposta global ao tratamento. Mais da metade dos pacientes que utilizaram a combinação dos três medicamentos teve resposta completa ou melhor (51% vs. 21% com o regime padrão). Daratumumabe e a dexametasona já estão disponíveis no mercado brasileiro.
Veja quais são as outras drogas aprovadas pela Anvisa
» Durvalumabe (Imfinzi)
Foi aprovado com indicação para o tratamento de pacientes com carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático que tiveram progressão da doença durante ou após a quimoterapia à base de platina. O produto também é indicado para pacientes que tiveram progressão da doenças em até 12 meses de tratamento neoadjuvante ou adjuvante com quimioterapia contendo platina. O Imfinzi foi registrado com o produto biológico novo pelo laboratório farmacêutico Astrazeneca do Brasil Ltda.
» Olaratumabe (Lartruvo)
Este também é um produto biológico novo indicado para pacientes com sarcoma de tecido mole avançado, que não podem fazer radioterapia ou passar por cirurgia e que não foram previamente tratados com antraciclínicos. O produto foi registrado pela Eli Lilly do Brasil Ltda.
» Netupitanto + palonosetrona (Akynzeo)
Este novo medicamento é indicado para a prevenção de náuseas e vômitos agudos ou tardios em pacientes que estão passando por quimioterapia. As náuseas e vômitos são efeitos colaterais comuns que dificultam o tratamento do câncer. Entre os problemas estão a deficiência nutricional, ansiedade e depressão, redução da dose do medicamento e até mesmo interrupção do tratamento. Por isso, a eliminação de náuseas e vômitos durante tratamentos quimioterápicos é fundamental para que o paciente tenha melhores chances de cura.
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/12/27/internas_polbraeco,650193/anvisa-aprova-droga-contra-mieloma-e-outros-tratamentos-para-cancer.shtml
27/12/2017